Domingo, 14 de Junho de 2009

Os Três Grandes Julgamentos (III)

O ÚLTIMO JULGAMENTO DO TRONO BRANCO - O JUÍZO FINAL

Introdução - Satanás será preso por mil anos para não pertubar mais as nações que reinarão com Cristo (o Messias) e com Israel durante o milênio, como está escrito, assim:

Ap 20.1-3, 1E vi descer do céu um anjo que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. 2Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. 3E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo. (...) Ap 20.7-10, 7E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão 8e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha. 9E subiram sobre a largura da terra e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; mas desceu fogo do céu e os devorou. 10E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre".
Depois dos mil anos é que haverá o juizo final dos impios condenados pelos seus próprios feitos pecacaminosos quando "abrirem-se os livros", juntamente com "o diabo e seus anjos maus". Ai, então, é que aquelas nações gentílicas que já foram julgadas pelo Messias como o Rei dos Reis, (Mt 25.31-32) irão, definitamente para o "lago de fogo e enxonfre que é a segunda morte" (Mt 13.40-42, geena), como setenciou Jesus em: Mt 25.41, Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos". Vejamos:

O 3º Julgamento - O Juízo Final dos incrédulos, diante do Grande Trono Branco, como está escrito em Ap.20:11-15, Trataremos agora do último julgamento do Trono Branco, isto é, o julgamento final do Deus Todo-Poderoso no contexto dos "Três Grandes Julgamentos", a saber: Ap 20.11-15, "11E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. 12E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. 13E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. 14E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. 15E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo".

i. A segunda ressurreição dos mortos condenados após o milênio. Após o milênio, haverá a ressurreição dos ímpios mortos para o julgamento final, diante do Grande Trono Branco, Ap 20.12. Este julgamento é absolutamente necessário e imprescindível. Deus fará prevalecer a Sua justiça! Todos serão julgados, individualmente, segundo as coisas que estiverem escritas “nos livros” (em memória), segundo as suas obras. Isto é, cada um receberá a graduação da pena eterna segundo às suas obras pecaminosas (Ap 20. vv.12,13). Deus ressuscitará os mortos, que não foram incluídos na primeira ressurreição, (Ler: Ap 20.4-6), com seus corpos naturais em pecado (não transformados), a fim de que sejam selados os seus destinos, apresentando-se diante do Senhor dos céus e da terra. Muitos o negaram em vida. Agora, ele os negará pela morte! Muitos amaram as suas próprias vidas, desprezando o evangelho santo e a cruz de Cristo. Agora perderão tudo! Nada lhes restará, senão a agonia do “lago de fogo e enxofre, que é a segunda morte”.

ii. A última colheiia da semeadura do pecado. Todo homem irá colher o que semeou (Gl.6:7,8). Entretanto, como ele escapará das conseqüências dos seus pecados, sem Cristo como Salvador? É por essa razão que haverá um último (e desesperadamente terrível) apelo, para que seja aberto “o Livro da vida” para que seja manifesto se o seu nome está ali, ou não! Quão angustiante, diante de Deus, não será esse momento!

iii. O Trono Branco onde será banido a presença do pecado. Na expressão do apóstolo João, o Trono é Grande, significando a grandeza da glória de Deus e do Seu grande poder em submeter a Si mesmo todas as coisas. É, também, “branco”, indicando que Aquele que nele se assenta é absolutamente puro e santo, que realiza a justiça, exerce o juízo, retribuindo a cada um o que fez, tanto aos homens, quanto aos anjos que hão de ser julgados, igualmente. Diante do Senhor, os céus e a terra fugirão da Sua presença! Aleluia! (2ª Pe.3:13 e Ap.21:1).

iv. O terrível lugar da eterna habitação de Satanás e dos anjos maus. Quão terrível é este lugar, “preparado para o Diabo e os seus anjos”. Lá já foram lançados o anticristo e o falso profeta (Ap.19:20); Satanás, o príncipe das trevas e o enganador de todo o mundo (Ap.20:10); a morte e o Hades serão lançados no lago de fogo (Ap.20:14); e os homens ímpios, que se recusarem ouvir a Palavra de Deus e o Seu testemunho, e não se arrependeram das suas obras (Ap.20:15).

Conclusão - Vimos acima os "Três Grandes Julgamentos" proferidos, soberamente, pelo Grande Juiz de Toda Terra, quando cada um dará conta de si mesmo a Deus. Em qual dos três você estará enquadrado? Cada um ficará descoberto e julgado, ou como salvo ou como condenado. Estamos todos descobertos diante do Senhor dos céus e da terra. Deve haver um sentimento de “temor”, porque Ele é maravilhosamente Santo e nada pode permanecer diante de Sua presença de forma imperfeita, ou incompleta, ou indigna do Seu nome. Mas, há também um sentimento de “confiança” no Seu sublime e eterno Amor, pelo qual Ele nos chamou e vocacionou para sermos participantes do Corpo de Cristo, a Igreja, a esposa do Cordeiro. Os cristãos remidos pelo sangue de Jesus não entrarão mais em juízo de condenção, por causa do nosso Salvador e Redentor Jesus Cristo, que tomou nossos pecados sobre Si na Cruz e nos lavou e purificou com o Seu Sangue! Como Jesus disse: "21Pois assim como o Pai ressuscita os mortos e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer. 22E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo, 23para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai, que o enviou. 24Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida. 25Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão. 26Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo. 27E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do Homem. 28Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. 29E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação". Jo 5.21-26. (Ler: Rm 3.24-28; 1ª Pe 2.24; 1ª Jo 1.7).

Que as nossas vidas e toda o nosso ser, espírito, alma e corpo, (1ª Ts 5.23, "E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo), glorifiquem a Deus, por ações, intenções e pensamentos, do modo mais puro e mais próximo possível, daquilo que o próprio Senhor Jesus praticou e ensinou. A Ele toda glória! Amém!

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

A Soberania de Deus nos Três Grandes Julgametos (II)

2º) - Julgamento das Nações Vivas na segunda vinda de Cristo Jesus, para reinar. Mt 25:31-46:

Introdução - Trata-se do julgamento das nações gentílicas que sobreviverão durante à Tribulação e que deve ser distinguido dos outros grandes julgamentos nas Escruturas, a saber:

a) O julgamento das obras dos crentes após o arrebamento da Igreja Triunfante, (2ª Co 5.10-11);

b) O julgamento final dos ímpios mortos, após o milêlnio, com o qual términa as dispensações em que a obediência do homem foi testada em relação à revelação e o plano de Deus sobre a terra.

i. O Tempo do Julgamento das Nações Gentílicas. O tempo deste julgamnto é "quando vier o Filho do Homem como o Messias, e "assentar-se no trono da Sua glória", isto é, na segunda etapa da segunda vinda de Cristo (parousia), depois da tribulação, logo antes do Milênio. Os réus deste julgamemnto serão de "todas as nações", isto é, todos os gentíos (gr.ethnê) vivos que se encontrarão na terra, (Mt 25.31-32), juntamente com o "remanescente de Israel convertido" (Rm 9.27-29). As boas obras neste julgameto são a prova da fé viva, e não o fundamento da fé e da salvação, pois, a salvação é de graça pela fé e não pelas obras, (Ef 2.8-10; Ap 12.10-11). As obras, como disse Jesus: "feitas aos meus pequeninos irmãos", é o sinal visivel dessa conversão, revelando a comunhão íntima com Deus. Mt 25.39-40.

ii. O julgamento das nações vivas sobreviventes. Neste julgamento feito por CRISTO das nações sobreviventes, será de acordo como trataram a Israel contra ou favor, especialmente, durante a tribulação, para entrada do reino milenar. Mt. 25:31-32. Este julgamento tanto é individual, pelos feitos de cada um (Mt 25.35-40), como coletivo das nações, como Ele disse: "(...) então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: vinde benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde o fundação do mundo". Mt 25.34. A recompensa do tratamento certo conferido a Israel será uma benção e um privilégio especiais, durante o milênio, como também para algumas nações e indivíduos. Visto que a salvação pessoal dos indivíduos, também, está indicada nos versículos 34 e 46 do capítulo 25 de Mateus, e não apenas no julgamento das nações, pois, o princípio pessoal e geral dos julgamentos de DEUS, é claramente ensinado em outros trechos bíblicos, e não apenas aqui. Ler: Sl 15; 112; Mt 25.21, 23, 26-30; Rm 2.1-24; 14.9-12; Ap 20.4-6, 12, 15; 22.12

iii. Definição das três categorias dos indivíduos.
Neste texto bíblico há três categorias de indivíduos, a saber: 1) as ovelhas são os gentios salvos durante a tribulação; 2) os cabritos são os gentios inconversos, não salvos; 3) os irmãos são o povo de Israel remanescente, convertido conforme está escrito em Zc 12.10-11; 13.6-7; Jo 10.11-16, 24-30. (Ler: Gn 12.1-3; Êx 3.13-15).

iv. O SENHOR também julgará indivíduos. Porquanto as nações se compõem de agrupamentos de indivíduos, então, o julgamento individual das partes componentes repercute no total do julgamento das nações, como um todo. É uma consequencia matemática em que a soma das parcelas constitui o somatório total.

a) O Senhor é o Juiz e o Rei de toda terra. Ler o Salmo 2. "(...) 6Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte Sião. 7Recitarei o decreto: O Senhor me disse: Tu és meu Filho; eu hoje te gerei. 8Pede-me, e eu te darei as nações por herança e os confins da terra por tua possessão" Sl 2.6-8. Quem é o "Rei dos reis que julgará as nações"?. É Ele mesmo - Cristo Jesus - conforme está revelado na figura apocalíptica do "Cavalo Branco" no capítulo 19 e vv 11 a 16, assim: "11E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. 12E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito que ninguém sabia, senão ele mesmo. 13E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus. 14E seguiam-no os exércitos que há no céu em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro. 15E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-poderoso. 16E na veste e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos Reis e Senhor dos Senhores". Por isto que Jesus disse em Mt 25.31-32, que quando vier na Sua Majestade e todos os anjos com Ele, então se assentará no trono da sua glória para julgar, assim: "31E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória; 32e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas". Assim se cumprirá a esperança da manifestação da glória dos filhos de Deus. Ler: Rm 8.18-25. Aguardemos firmemente a promessa daquele que disse: "20Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente, cedo venho. Amém! Ora, vem, Senhor Jesus! (Ap 7.13-14).

b) Identificação das "ovelhas" como os "benditos do Pai celestial". Como está escrito em: Mt 25.32-33, "32 e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos cabritos as ovelhas. 33E porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda". Haverá a separação das ovelhas (os justos) e dos cabritos (os maus) que compoem as nações, cada qual de acordo com sua conduta específica, mormente em relação a Israel. Estas nações justas comparadas com "as ovelhas", entrarão com Cristo no reino milenial (Ap 7; 20.4-6), glorificadas para reinar eternamente, como disse Jesus: "(...) Vinde benditos de meu Pai, entrai na posse do reino que está preparado desde a fundação do mundo", Mt 25.34. As profecias do Antigo Testamento mostram que certas nações gentílicas terão parte no milênio, juntamente com a nação de Israel (Ler: Is 2.1-5; 11.1-21; 61:4-11; 62:1-6; Zc 13.7-9). As Escrituras revelam que Israel tornar-se-á a cabeça das nações, durante esse período milenar, Dt 28.1-13; Rm 11.25-32. Esse é o julgamento que essa passagem de Mateus está frisando, embora vejamos que as descrições sejam gerais, incluindo princípios de julgamento em geral, também, haverá salvação pessoal dos indivíduos como está escrito nos vv 35 a 40 do cap. 25 de Mateus.

c) Identificação individual dos "cabritos" como "malditos destinados ao fogo eterno". Como está escrito em Mt 26.41, 45-46: "41Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; (...) 4Então, eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão e não te servimos? 45Então, lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. 46E irão estes para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna". Este julgamento identifica que aqueles que deixaram de assistir aos pequeninos irmãos de Jesus, como a Israel, também, deixaram de fazer a Ele mesmo como o Messias da nação israelita, é o tal pecado de omissão. Por isto, que Ele disse: "irão para o fogo eterno que foi preparado para o Diabo e seus anjos rebeldes". (Is 14.12-16; Ap 6.12-17). Da entender que isto acontecerá com os covardes, durante a Tribulação, quando o Aticristo perseguirá a Israel na figura apocalíptica do Dragão (Satanás) e à "mulher que fugiu para o deserto perseguida pelo Dragão vermelho".Ler: Ap 7.1-17; 12.1-18; 14.8-13; 19.17-20;20.1-6.

v. Local do julgamento. Este acontecimento será na terra, (Mt 25.31), e não no céu no Tribunal de Cristo (1ª Ts 4.15-17; 2ª Co 5.10-11; Ap 19.7-9), e muito menos no juízo final do "Trono Branco", (porque só os ímpios condenados participarão do juízo final como está escrito em Ap 20.11-15, quando serão abertos os livros memoriais das obras pecaminosas dos ímpios mortos, julgados e condenados pelos seus pecados, após o milênio, Neste julgamento final (do trono branco) não hverá salvos, mas, somente condenados. (Ap 20.13-15).

vi. A recompensa para as nações gentílicas convertidas.
Vejamos como será a recompensa do tratamento certo conferido a Israel e às nações convertidas: Todas as famílias que restarem de todas as nações e que vierem "adorar o senhor como o Rei dos reis", serão abençodas e terão privilégios especiais, durante o milênio. Isto foi revelado pelo profeta Zacarias que disse assim: "(...) v5b, então, virá o Senhor, meu Deus, e todos os santos contigo, ó Senhor. (...) 9E o Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia, um será o Senhor, e um será o seu nome. 10Toda a terra em redor se tornará em planície, desde Geba até Rimom, ao sul de Jerusalém; ela será exalçada e habitada no seu lugar, desde a Porta de Benjamim até ao lugar da primeira porta, até à Porta da Esquina, e desde a Torre de Hananel até aos lagares do rei. 11E habitarão nela, e não haverá mais anátema, porque Jerusalém habitará segura". (...) "16E acontecerá que todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém subirão de ano em ano para adorarem o Rei, o Senhor dos Exércitos, e para celebrarem a Festa das Cabanas". Zc 14.4-11, 16.

Conclusão. Aqueles que crerem em Jesus e perseverarem até ao fim da Tribulação, que suportarem as perseguições do Aticristo, (Ap 12.13-17; 13.4-10-18), e até mesmo a morte nesse tempo do fim, estes serão salvos e incluidos com o remascente de Israel, (Rm 11.25-27), como está escrito em Mt 24.13-14. (...) "Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. 14E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim". Esse tempo do fim encerra o tempo do governo humano dos gentios sobre a terra, como foi revelado ao profeta Daniel, assim: "Dn 12. 1E, naquele tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta pelos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro. 2E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno. (...) 8Eu, pois, ouvi, mas não entendi; por isso, eu disse: Senhor meu, qual será o fim dessas coisas? 9E ele disse: Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim. 10Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão. 11E, desde o tempo em que o contínuo sacrifício for tirado e posta a abominação desoladora, (Mt 24.15), haverá mil duzentos e noventa dias. 12Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias. 13Tu, porém, vai até ao fim; porque repousarás e estarás na tua sorte, no fim dos dias". (Ap 7.2-4). Próximo assunto será o julgamento do Trono Branco ou juizo final. (Continua) >>>.



Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

A Soberania de Deus nos Três Grandes Julgamentos (I)


A Soberania de Deus nos três grandes julgamentos, a saber:

1º) Dos crentes, no Tribunal de Cristo, para receber as coroas ou galrdões, 2ª Cor 5.10; Ap 22.12:

2º) Das Nações Vivas, na Sua vinda (Parousia) para reinar, (Mt.25:31-46):

3º) Dos incrédulos, diante do Grande Trono Branco, o juizo final, (Ap.20:11-15):

Pela ordem acima trataremos primeiro do Julgamento no Tribunal de Cristo:

1º) Julgamento dos crentes, no Tribunal de Cristo, para avaliação das obras. 2ª Cor 5.10. A Obra de cada crente em Jesus será julgada no dia de Cristo na Sua vinda, após o arrebatamento da Sua Igreja Triunfante, (Ler: 1ª Ts 4.13-18; 5.1-10; Fil 1.6).

i. Observemos como o apóstolo Paulo alerta-nos a este respeito, assim: 1ª 3.10-15, "Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. 11Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. 12E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, 13a obra de cada um se manifestará; na verdade, o Dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. 14Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. 15Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo".

ii. Por que todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo? Para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal. O julgamento dos crentes no Tribunal de Cristo se dará logo após o arrebatamento da Igreja Triufante. A Igreja arrebatada estará nos céus com Cristo, nas "Bodas do Cordeiro" (Ap 19.7-9), enquanto aqui na terra se manifestará a ira de Deus durante os sete anos da Tribulação, (Dn 9.27). Importa que o julgamento comece pela Casa de Deus (1ª Pe.4:17), e é, em cumprimento dessa Palavra de Deus, que ele se dará antes de todos os outros julgamentos.

iii. Definição bíblica do Tribunal de Cristo. Examinemos os seguintes textos bíblicos: Rm.14:9,10; Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo. 11Porque está escrito: Pela minha vida, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de mim, e toda língua confessará a Deus. 12De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus"; (...) 2ª Co 5.10, "10Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal", (1ª Co.3:10-15; 2ª Jo.8; Ap 14.13), e outros que estudaremos mais adiante, portanto, devemos considerar que:

a) O Comparecimento diante do Tribunal de Cristo.Todos nós compareceremos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba, segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” 2ª Co.5:10. Isto significa que o Senhor Jesus fará uma justa avaliação de toda a nossa vida e ações. Ele recompensará aos que Lhe foram fiéis com galardões, enquanto aos infiéis restará a perda de parte, ou totalidade dos galardões. Isto significa que o que fazemos nesta vida tem implicações eternas muito sérias. Prestaremos contas de todas as nossas ações, o que nos conduz a um sentimento de “temor do Senhor”.

b) Todos serão salvos diante do Tribunal de Cristo, não há condenados. Todos os que estão diante do tribunal de Cristo serão salvos, cuja salvação não é proveniente das obras, mas da graça e fé em Jesus (Ler: Rm. 3.21-28; 8:1, 31-39; Ef.2:8-9). Não há, no texto, distinção entre salvos e perdidos, mas entre os que têm edificado bem e os que têm edificado mal sobre o único fundamento, que é Cristo. (Ler: 1ª Co 3.10-15; 2ª 5:10). O que edificou "bem", somente, para o honra e glória do Senhor, receberá o seu galardão ou coroa. (Ap 22.12).

c) A qualidade da obra que cada um realizou. Há uma variedade de tipos de materiais sendo utilizados na construção do edifício. Qualquer construção que fosse levantada com materiais, como: “feno, palha ou madeira”, seria extremamente frágil, pobre e tenderia ao desmoronamento. Por isso, diante do tribunal de Cristo, serão obras “queimadas” pelo rigor do fogo do julgamento do Senhor Jesus. O objetivo é o da purificação, a fim de que seja apresentado a Ele um perfeito edifício, que O dignifique e O glorifique. Em contraste, materiais como o “ouro, prata e pedras preciosas”, formariam um edifício belo e mais parecido com o seu “fundamento”, (Mt 16.8; At 4.11; 1ª Cor 3.11-15) e, por esta razão, resistirão à prova do fogo, recebendo os seus galardões.

d) O exemplo do Senhor. O próprio Senhor Jesus estabeleceu o exemplo inigualável de vida santa e produtiva, como modelo a ser seguido, embora, devamos reconhecer, que nunca poderá ser igualado, mas, somente, “imitado” (1ª Co.11:1; Ef.5:1). Seu exemplo foi perfeito (Hb.7:26), e Ele nos convida a segui-Lo (Mt.10:37-42; 11:29,30; 16:24-27; Lc.14:25-35; Jo.12:23-26). A esse respeito, o apóstolo Paulo nos dá excelentes orientações (Fp.3:7-21). Se seguirmos estes exemplos, seremos considerados fiéis naquele grande dia, e não sofreremos uma grande (senão a maior) vergonha de nossas vidas, diante do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, diante de toda a Igreja, diante dos anjos fiéis e perante o próprio Pai celestial, (1ª Jo.2:28).

e) Os galardões qualificam-nos às posições de glória e poder para o Reino de Deus. Os galardões têm repercussões no Reino de Deus e do Senhor Jesus Cristo, quanto ao recebimento de autoridade e de glória. Isto Jesus explicou na Parábola das Dez Minas. Ler em Lc 19.11-17. "Disse pois, Jesus: Certo homem nobre partiu para uma terra remota, a fim de tomar para si um reino e voltar depois. 13E, chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas e disse-lhes: Negociai até que eu venha. (...) 16E veio o primeiro dizendo: Senhor, a tua mina rendeu dez minas. 17E ele lhe disse: Bem está, servo bom, porque no mínimo foste fiel, sobre dez cidades terás a autoridade. 18E veio o segundo, dizendo: Senhor, a tua mina rendeu cinco minas. 19E a este disse também: Sê tu também sobre cinco cidades. (...) 22Porém ele lhe disse: Mau servo, pela tua boca te julgarei; sabias que eu sou homem rigoroso, que tomo o que não pus e sego o que não semeei. 23Por que não puseste, pois, o meu dinheiro no banco, para que eu, vindo, o exigisse com os juros? (...) E disse aos que estavam com ele: Tirai-lhe a mina e dai-a ao que tem dez minas. 25E disseram-lhe eles: Senhor, ele tem dez minas. 26Pois eu vos digo que a qualquer que tiver ser-lhe-á dado, mas ao que não tiver até o que tem lhe será tirado. 27E, quanto àqueles meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os diante de mim". (Mt.25:14-30; 1ª Co.15:35, 40, 41, 42; Ap. 1.5-6; 2:26-29; 20.4-6).

f) Os tipos de coroas ou galardões. A Palavra de Deus menciona alguns tipos de coroas e galardões. Não podemos restringi-los a apenas estes, que mencionaremos a seguir, pois o próprio Senhor Jesus ensinou, em Mt.10:41, 42, que um simples copo com água, dado a um profeta, na qualidade de profeta, gera “galardão de profeta”. Da mesma forma, ocorre com o justo, gerando “galardão de justo”, e, também, o "grande galardão nos céus", para aqueles que são injustiçados e injuriados por amor a Jesus, Mt 5.11-12), e assim sucessivamente. Portanto, a pequena lista abaixo é, somente, exemplificadora e restrita aos tipos de coroas mencionadas na Palavra de Deus, a saber:

i. A coroa incorruptível. 1ª Co. 9:25), "(...) E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível". Essa coroa é dada em recompensa aos servos fieis que renunciaram tudo na vida presente, santificando-se e consagrando-se, negando-se a si mesmo, tomando a cruz de Cristo cada dia (1Co.9:27), a fim de cumprirem as suas missões, dons e vocações no Reino de Deus. Aquele que não tiver uma vida santa, consagrada e exemplar no evangelho, está reprovado para receber esta coroa.

ii. A coroa da justiça, 2ª Tm. 4:8, "Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda". É a recompensa para o servo que recebeu talentos, dons e vocações ministeriais e foi fiel (2ª Tm. 4:7-8). Quem puser a mão no arado e olhar para trás, não é apto para o reino de Deus, isto é, não será coroado no reino de Cristo (Lc. 9:62).

iii. A coroa da vida. (Mt.5:10-12; Tg.1:12; Ap.2:10). Esta coroa é para os mártires fieis, que sacrificaram suas vidas, não negaram o nome de Jesus, foram fiéis, apesar de todas as ameaças e provações, tendo sido, por isso mesmo, mortos por amor ao Senhor Jesus, assim: Tg 1.12, "Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam"; (...) Ap 2.10, "Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida".

iv. A coroa incorruptível de glória, (1ª Pe. 5:1-4). (...) 1ª Pe 5.4. "Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa de glória". Esta coroa é para os ministros fieis que apascentam o rebanho de Deus, conforme o padrão ensinado nas Escrituras. Os Pastores que só trabalham se houver bom salário, boa casa, bom carro, boa posição eclesiástica; ou for em uma boa cidade, que tenha boas escolas para seus filhos, etc, não receberão esta coroa. Mas, aqueles que deixaram tudo por amor ao Senhor e ao rebanho, pregando o verdadeiro evangelho, estes receberão o seu galardão (Mt.25:21-29).

v. A coroa de gozo representa as almas ganhas para Jesus. Em 1ª Ts 2.19-20 o apóstolo Paulo revela esta esperança de receber esta "coroa de gozo e de glória", pelas almas ganhas na Igeja em Tessalônica, quando disse: "19Porque qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória? Porventura, não o sois vós também diante de nosso Senhor Jesus Cristo em sua vinda? 20 Na verdade, vós sois a nossa glória e gozo".

vi. A perda do galardão. Não confudir galardão com salvação, é uma rima, mas, não é uma mesma coisa. Em Ap.3:11, o Senhor Jesus chama a atenção para a possibilidade de perda do galardão, assim: "Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa". Ler: 2ª Jo v8 "Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganhado; antes, recebamos o inteiro galardão". Em seu livro “O Novo Testamento interpretado versículo por versículo”, Russel Norman Champlin chega a afirmar o seguinte, a respeito daquele, diante do Tribunal de Cristo: “Compreenderei, então, quão justo será o meu julgamento, e não poderei proferir uma única sílaba, em defesa própria. Talvez, então, eu pense: "Oxalá pudesse eu recuperar os anos desperdiçados!". Que Deus nos conceda a graça de cumprirmos, com amor e fidelidade, a Sua soberana vontade para as nossas vidas. (Lc 9.62).

Conclusão. A salvação eterna é de graça, paga pelo o prêço do sangue de Jesus derramado na cruz, para remissão dos nossos pecados, (1ª Cor 6.19-20; 1ª Pe 1.18-19; 1ª Jo 1.7), porém, o galardão é o prêmio pelas obras feitas para o Senhor Jesus aqui e agora, como está ecrito: Disse Jesus: "E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra". Ap 22.12. Após o arrebamento da Igreja haverá a "Ceia das Bodas do Codeiro", quando Jesus celebará a festa de casamento com Sua Esposa - a Igreja - coroada, glorificada e adornada, com todos seus incontáveis remidos glorificados para sempre, como está escrito: Ap 19.7-10, "7Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. 8E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. 9E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus. Amém. (Continua>>>>>)